Alguns dias fora
E retorno correndo a Satolep
Sem demora,
E novamente trago
O coração renovado,
Esperançoso
Por um afago carinhoso,
Mas Satolep chove...
O inverno algoz
Absorve,
Atroz.
Fria Satolep sombria
Este não é teu melhor dia,
Estremeço
Tenho a alma congelada,
Esmoreço
Vai ser feia a geada,
Mas me aqueço
Com um bom vinho
E preparo o ninho
Que hoje só a cama quente alivia.
Satolep dos meus passos
Quero sonhar-te
No calor dos cobertores
Entre meus braços,
Sonhar com novos amores
E navegar-te
Em dias ensolarados
Pelas tuas ruas e telhados,
Pelos teus casarões e imensidões...
(27/06/2001 00:55 de retorno a Satolep, depois de uma semana fora, chegando numa noite chuvosa e gelada mas com saudade.)
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