quinta-feira, 16 de junho de 2011

Noites de inverno

No frio do inverno abraço
Tua lembrança impressa no endredon.
Imagino teu corpo
Alheio entre os lençóis.
Beijo tua aura dispersa em minha mente.
Refugio-me do hálito agudo das noites de gelo
Em minhas memórias ainda ardentes
Dos tempos de tua presença.
Nestas incendiarias noites tantas vezes morri
Relembrando o caminho dos teus olhos,
Percorrendo o trajeto dos teus lábios,
Sonhando com tua pele cristalina, 
Teu aroma, teu toque, teu desejo.


Ah longas noites torturantes de inverno!

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