Adoro esta expressão.
Mas não a do computador que anuncia a chegada de um novo email. Não, estou a falar da verdadeira, que toca à campainha e entrega envelopes e publicidade, cartas e postais, pacotes e mais pacotes. Aquela que quase perdi com a Internet, mas que desde há um ano para cá nunca mais parou. E, ironicamente, tudo mudou graças à Internet e a dois sites:
Bookcrossing e
Postcrossing.
Faz um ano que me inscrevi no
Bookcrossing. Embora já tivesse ouvido falar do site antes, a ideia não me atraía, até porque há algum tempo que os livros tinham deixado de ser o meu passatempo favorito a favor das BDs e da Internet. Foi sem grandes expectativas que me inscrevi no site e entrei no jogo, procurando encontrar alguém que partilhasse das minhas paixões. O espaço intimidava-me, com grandes discussões e respostas irónicas, mas a verdade é que, mesmo sem querer, devagarinho o site foi-me chamando e não tive como lhe resistir.
A primeira grande descoberta deu-se quando os livros começaram a chegar. Finalmente voltava a ter correio, a ter uma razão para esperar religiosamente pelo toque da campainha. E, ao mesmo tempo, recuperava o gosto pela leitura, ajudada pela pressão de ler os livros e fazê-los seguir, para saber o que os outros pensavam. Começou aqui a minha grande interacção com este site, que espero que não acabe tão cedo.

Mas se esta foi a primeira descoberta, com o passar do tempo reparei que o Bookcrossing se tornava mais do que um site para partilhar livros. Os encontros, os jantares, os almoços, os fins de semana passaram a fazer parte da concepção do Bookcrossing. Agora este site tem faces associadas aos livros, aos posts, às bookshelves.
Este site representa agora um local onde encontrei amigos. Espero que todos eles saibam quem são, mesmo aqueles que já não vejo há algum tempo. Obrigada por este ano!

PS - Não me responsabilizo pelo post lamechas... é do frio!